Quem ousa trocar o conforto do ar condicionado por uma estação de metrô?? EU. E olha que não estou ganhando nada do governo, mas confesso: eu me amarro no metrô! Não vou dizer que é gostoso entrar num vagão às 6 horas da tarde de uma sexta-feira e ter aquela sensação de sardinha enlatada. Mas ainda assim eu prefiro o metrô ao caos da superfície. Muito simples: esperar em média 3 minutos pelo próximo trem, enquanto eu perderia 3 horas parada no trânsito, é para mim que nem caixinha de leite: Longa Vida! Ajuda a manter o nível de stress. Sem contar o bem estar por não contribuir ainda mais com o trânsito caótico e com a poluição exagerada característicos da cidade.
Tenho sorte por morar perto do trabalho e ter fácil acesso ao metrô, o que considero até um privilégio de que, certamente, faço uso. Um bom livro a tiracolo, fones de ouvido ou 5 minutos de contemplação das obras de arte que temos em algumas estações me deixam mais feliz. É claro que estou sempre de passagem, mas o dia fica um pouco mais interessante com uma breve "ingestão" de arte. A propósito, conheci o trabalho dos gêmeos (http://www.osgemeos.com.br/) há anos numa estação, mesmo antes da expansão do grafite para as galerias de arte. Trata-se de um trabalho imaginativo e lúdico onde seres de corpos amarelos e olhos bem pequenos estão sempre ambientados em um mundo paralelo e surreal. Liberdade de expressão e uma sutil crítica social são percebidas em seus painéis. Suas imagens estão espalhadas por toda a cidade de São Paulo e também pelo mundo afora. Valorizo muito a proposta de arte ao alcance de todos. Falta agora “apenas” o governo investir no ensino, para que a maioria das pessoas seja no mínimo capaz de conceber uma leitura das obras.
Vejam algumas das mostras expostas atualmente em algumas estações:
-As Fulaninhas (Estação Tucuruvi e São Bento/10 a 31 de Maio)
Exposição de Thais Stoklos, em homenagem às mulheres brasileiras. A mostra celebra a mulher, satirizando um dos seus maiores aspectos: a vaidade. As personagens são representadas com muito volume, cores e formas e é, no mínimo, divertido observar a exuberância e diversidade das Fulaninhas.
-Relicários de Frida Kahlo (Estação Sacomã/10 a 31 de Maio)
Cristina Bottallo utiliza técnicas variadas de colagem e pintura. Seu objetivo é expressar a devoção que nutre por Frida Kahlo, um dos maiores ícones do cenário artístico Mexicano. Encanta pela riqueza de detalhes e pelo resgate da valorização da artista.
Nas “galerias” subterrâneas existe arte com qualidade e acessível para todos, mais um bom motivo para me render ao uso do metrô.
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Postado por Andressa Galvão.