sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ócio Criativo

No momento estou exercendo o meu. Acho que tinha me esquecido de como posso ser criativa e produtiva em qualquer coisa que decida fazer. Todos nós podemos.

Domenico De Masi tinha toda razão quando disse que se unirmos trabalho + estudo + jogo (no sentido de brincadeira, convivência...) deixamos de ser mecânicos e quadrados... E quem gosta de ser mecânico e quadrado heim? Eu que não!

Segundo ele, esse “quadradismo” gera uma profunda insatisfação, vinda do modelo Ocidental muito focado na idolatria do trabalho, do mercado e da competitividade. E como alternativa ele propõe um modelo centrado em outras premissas, como a “valorização das necessidades reais das pessoas, educando os indivíduos e as sociedades para a importância das necessidades básicas, como a introspecção, o convívio, a amizade, o amor e as atividades lúdicas. Com isto ficariam em segundo plano as necessidades criadas pela propaganda e pela busca de status”.

Bom, Domenico De Masi a parte... o importante é que agora de fato acho que estou mais satisfeita com a vida. Resolvi trabalhar com o que realmente gosto e sei: Consultoria de Decoração, resolvi também voltar a estudar mais, mudar de cidade, casar e ainda comprar uma bicicleta, e é claro ficar perto das melhores amigas do mundo.

Mudar é muito bom!

Espero agora ter mais tempo pra pensar abobrinhas e escrevê-las pra vocês! Ahhh e tenho um monte de novidades de decoração baratinha que usei na minha casa nova. Já já conto...

Por Ana Paula Bertarelli

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dicas de Buenos Aires 2

Neste ano a minha sogra pediu um presente especial de aniversário: Que deixássemos de lado os nossos compromissos e reservássemos um fim de semana para uma viagem à Buenos Aires: Afinal de contas seria uma oportunidade perfeita para reunir a família (Minha sogra, meu cunhado, meu marido e eu) numa viagem bem divertida.
O destino não poderia ser melhor! Buenos Aires: Viagem rápida, cidade charmosa, compras baratas e um clima perfeito para passear nessa época do ano...
Desembarcamos na última sexta-feira e ficamos hospedados em um hotel num bairro super gostoso chamado Recoleta, cheio de barzinhos e cafés e de fácil acesso aos pontos turísticos. Um drink perto do hotel foi o suficiente pois, estávamos cansados e ansiosos para curtir o sábado com muita disposição.
E como a cidade é gostosa, estava toda florida e o sábado estava lindo!! Fomos às compras, almoçamos num restaurante bárbaro e saboreamos o famoso sorvete de doce de leite. De volta ao hotel minha sogra e meu cunhado resolveram descansar um pouco e eu arrastei meu marido para uma galeria de design que fica bem perto do hotel (galeria onde fica a Hard-Rock). A galeria é uma graça e os preços são muito bons!! Escolhíamos guardanapos decorados (ADORO), taças para lícor e facas para churrasco quando num pequeno descuido uma das facas que segurávamos caiu e atingiu o meu pé, fazendo um corte de aproximadamente 5 cm próximo ao meu tornozelo. A partir daí: Estanca hemorragia, desinfeta ferimento e espera a ambulância chegar. E como foram eficientes e carinhosos os nossos hermanos Argentinos! Recebi os primeiros socorros na própria galeria e os dois velhinhos que me atenderam fizeram o possível e o impossível para me tranquilizar. Enquanto falavam carinhosamente comigo (e o meu marido traduzia tudo pois, à essa altura eu não entendia mas nem o português direito) eu esperava pela ambulância.


A minha primeira vez em Buenos Aires e a minha primeira vez em uma ambulância! Chegando ao hospital: Anestesia, costura e dale anti-tetânica. Ufaaaa!!! Lá pelas 10 horas da noite saí do hospital e de volta ao hotel comecei a maratona de antibiótico, antiflamatório e analgésicos. Contei com a ajuda do maridão para tomar banho e para me carregar de um lado pro outro pois, eu não conseguia colocar o pés no chão. Com muito carinho o Flávio se encarregou de me paparicar e de me medicar de madrugada. Voltei ao Brasil no Domingo com a ajuda de uma cadeira de rodas e com a dica mais valiosa de Buenos Aires: NÃO VIAJE SEM SEGURO SAÚDE!! Seja para Buenos Aires ou para qualquer outro destino internacional que vá fazer! Sempre nas minhas viagens fiz o seguro mas confesso que muitas vezes questionei a real importância disso. Neste pequeno acidente fui atendida prontamente, tive acesso a um bom hospital e o único prejuízo que eu tive foi o de ficar de molho por alguns dias em casa!! Não tivemos que desembolsar nenhum excedente ao seguro. No mais, enjoy!! E lembre-se do seguro pois, o acaso mesmo que improvável existe.

PS: Muito Obrigada Marido!! Por ter sido maravilhoso comigo mais uma vez.


Por Andressa Galvão

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Dicas" de Buenos Aires

Já que todo mundo que vai quer dar dicas, aí está a minha.

Realmente o que importa não é aonde ir, mas com quem ir! Café Havana e seu Café com “Leche” Condensado inesquecível, pizza no meio da tarde, correria para trocar dinheiro na casa de câmbio Metropolitan, compras na rua Córdoba, Burger King na Galeria Pacífico, táxi baratinho, esquina da Arevalo com Baez, Puerto Madero, frutos do mar na Cucina D’Onore (com pequi), cassino-navio na madrugada, Casa Rosada e afins, feira de San Telmo e suas carteiras de couro e badulaques para a casa com direito a música típica no meio da rua, tango no Caminito, Hard Rock com sorvete Freddo, praça San Martin, presentes e mais badulaques para a casa nova na looooonga calle Florida, McDonald’s para repor as energias perdidas junto com os pesos argentinos deixados pra trás, e lições de vida!

Nada disso teria a menor graça sem meu amor... e nem sem Priscilla e Tecão!

Por Ana Paula Bertarelli

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mercadão de São Paulo

Esse eu indico! O Mercado Municipal de São Paulo, mais conhecido por aqui como Mercadão, é um ótimo passeio para fazer num domingão.

Você pode ir de metrô e descer nas estações São Bento ou Luz e pegar um táxi até lá, porque andar de ônibus ou a pé na região eu não aconselho, fica bem no Centro da cidade, e a redondeza é cheia de pedintes e afins. Eu fui de carro, aproveitei e levei a máquina fotográfica assim como os vários turistas que vão pela primeira vez... não se acanhe em filmar e fotografar um simples provolone.

Chegamos às 11 horas da manhã e tinha fila para estacionar dentro do próprio Mercado, então paramos o carro em um estacionamento bem em frente (R$ 11,00 a hora). Deu certo! Mas podia não ter dado. Só na hora de pegar o carro vimos o “cuidado” dos funcionários do estacionamento. É uma loteria, há um estacionamento atrás do outro... se não quiser jogar, fique na fila do estacionamento do Mercado.

Ao entrar, não sabia pra onde olhar primeiro. É tanto azeite, gente, bacalhau, azeitona, fiquei até vesga. Se não se controlar acaba comprando o mundo. O lance é primeiro olhar tudo, afinal lá não é gigante, não dá tempo de cansar de tanto andar. Então ande, analise qual banca tem o melhor produto e preço e depois volte para comprar, pois as bancas se repetem, você encontra os mesmos produtos em diversas delas. Fiquei pasma com o tamanho dos morangos, compará-los com os do supermercado seria como comparar um limão comum com um limãozinho galego. Inclusive tudo lá é maior que o normal, a mexerica pesa quase 500g e não tem caroço, delícia!

O Mercado foi construído próximo ao rio Tamanduateí, pois era por ele que chegava grande parte das mercadorias. Sua construção terminou em 1932, mas ele não foi inaugurado, pois bem neste ano estourou a Revolução de 32 e então o local foi usado como paiol de armas e a abertura como mercado foi só um ano depois. Depois de vários anos (em 2004) e de até cogitarem demoli-lo, foi feita uma reforma, grande reforma por sinal, na qual se ergueu um mezanino, onde estão algumas lanchonetes... você pode comer mais tranqüilo e sentado, muitas pessoas almoçam por lá e você ainda consegue de cima ver melhor a arquitetura de Francisco Ramos de Azevedo (mesmo arquiteto do teatro Municipal de São Paulo), que se preocupou com a iluminação natural e projetou clarabóias e usou telhas de vidro. E os vitrais coloridos são originais, idéia do mesmo arquiteto e executados por um artista russo da época, Conrado Sorgenicht.

É um espaço limpo, e bem freqüentado. Os comerciantes são na maioria educados prestativos e deixam você provar e beliscar antes de comprar, ou mesmo que não vá comprar. Quanto aos preços, no geral achei bons, as frutas achei caras (uma fatia de abacaxi embalada custa R$ 3,00 e R$ 10,00 por duas mexericonas), mas levando em conta o tamanho gigante, a qualidade e que não vamos comprar lá todo dia, até que não é tão caro assim.

Vale a pena!

Fica na Rua da Cantareira, 306 – Parque Dom Pedro II
Horário de funcionamento: Segunda a Sábado das 06:00 às 18:00
Domingo e Feriado das 06:00 as 16:00

Por Ana Paula Bertarelli

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha Campeã!

Meu Deus, como pode?! Torci tanto para a Espanha que parece até que nasci por lá. Se bem que não passei muito longe, tenho em meu nome Triguero a prova disso. Achei muito merecido, afinal a bola não saiu dos pés desses meninos. Além do mais, todas as faltas que a Holanda fez pela Copa me fizeram os querer fora rapidinho, e mesmo que não tivessem feito falta alguma, ainda sim eu torceria contra todos os minutos, por terem eliminado o Brasil!

Então hoje vamos deixar a fama da Laranja Mecânica só com o Stanley Kubrick mesmo!

Bom... e como eu não entendo n-a-d-a de futebol, é inevitável falar de uma coisa que também não tem n-a-d-a a ver com futebol: a incontestável “bunitesa” dos jogadores do time campeão.

Foi um post curtinho (e que não acrescentou nada a ninguém)... mas foi para não deixar passar em branco a Copa do Mundo, que só volta daqui 4 anos. E só Deus sabe como o Brasil fará para ganhar e faze-la acontecer.

Besos!

Por Ana Paula Bertarelli Triguero

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FeiTo à MãO!!

Sempre tive a sensação de que aqui em São Paulo as coisas “acontecem” mesmo, e continuo acreditando nisso! Lembro-me bem na época da faculdade quando ainda morava em Minas e esperava ansiosamente pela semana de férias em São Paulo, ficava dias montando o roteiro da viagem e programando cada exposição, teatro ou cinema que gostaria de ver por aqui. Afinal de contas se existe algum lugar no Brasil onde o circuito das artes e do Design é rico, é aqui mesmo! Na Paulicéia desvairada.

Sinto que a necessidade e a valorização do trabalho do designer acontecem de uma forma diferente aqui em Sampa, as pessoas encaram com maior profissionalismo nosso trabalho e entendem que para o Decorador não basta ter apenas o bom gosto. Talvez o fato que contribua muito para isso seja a necessidade que os Paulistanos têm de encontrar o bem estar no regresso para casa, depois de um dia de muito trânsito e trabalho, muitas vezes abrimos mão de uma balada para ficar em casa junto aos amigos, além de mais seguro evita-se assim de ficarmos horas em alguma fila de espera. Então nada melhor do que investir no nosso Lar e no bem estar. Triste é quando o cliente acredita que o bom decorador é aquele que deixa sua casa parecida com o showroom da loja preferida ou com a casa da revista! Sempre acreditei que o bom profissional e o bom projeto é aquele que abrange um estudo aprofundado sobre as necessidades do cliente (hábitos, cultura e valores) fazendo assim daquele conjunto um trabalho direcionado para o cliente, ou seja: Um lar! Que conte suas histórias e que tenha identidade com a personalidade e a vida de quem ali mora.

Pena daquele que vive sem história e que não encontra nela objetos de um imenso afeto e que por nada nesse mundo você se desfaz daquela “coisa”. E o que fazer com aquela cômoda antiga de madeira maciça ou com aquela poltrona démodé que se encontra na sua sala e que a sua avó cuidava com tanto zelo??? Valorize a sua história, pense na possibilidade de reformar: Trocar tecidos, aplicar uma nova pintura, usar para outra utilidade. Não se esqueça, um projeto de Decoração bem feito não é aquele que troca todos os seus móveis e que torna o seu lar sem identidade ou com a cara do Decorador.
É dever de o profissional trazer soluções para o uso de peças que você faz questão em manter, lembre-se, um ambiente impessoal não é referência de conforto e muito menos de bem-estar. Hoje podemos viver em espaços extremamente ecléticos e que misturem de forma harmônica de tudo um pouco. A valorização do trabalho manual e de peças personalizadas está presente inclusive no design contemporâneo. O resgate do Crochê, do patchwork, das tachinhas na Decoração endossa o meu ponto de vista. Afinal de contas esses objetos revelam os hábitos e costumes de uma geração e valorizam a nossa história.

Nas imagens alguns trabalhos propostos por artistas contemporâneos que além de utilizarem materiais alternativos ou reciclados fazem uso de técnicas manuais como as banquetas e almofadas patchwork da designer Ana Morelli e o divã revestido com lona de caminhão (tratada e tingida) do designer Marcelo Afonseca.
Por Andressa Galvão

quinta-feira, 24 de junho de 2010

É bonito, mas não é novidade!

Eu estava até ensaiando escrever sobre o maior evento de decoração do país, a Casa Cor São Paulo, mas depois que fui lá... aiai que preguiça! Foram-se R$ 35,00 para entrar, R$ 25,00 para estacionar, uma hora para chegar, duas para sair (andando a passos largos) e mais 1 hora para voltar pra casa (sorte). Calculando o prejú, foram R$ 60,00 e em média 4 horas (mas lembrando: só se andar a passos largos e tiver sorte com o trânsito). E se você não mora em São Paulo ainda vai gastar a passagem e a alimentação. A minha sugestão é: faça isso ano sim ano não. Afinal, se você veio ano passado já conhece até a locação: o Jockey Clube.

A Casa Cor é um enorme evento comercial, de decoração. Tive a sensação de que não há muita preocupação com o layout, circulação ou funcionalidade, e o que mais importa é ter em seus ambientes móveis e objetos caríssimos e que ostentem bastante. E é claro que eu estou sim generalizando quando digo isso, alguns ambientes são realmente admiráveis. Mas no geral,
Le Corbusier deve estar se revirando no túmulo. A expressão “a forma segue a função”, um principio do design funcionalista, foi esquecida por lá, não que eu queira desumanizar alguma coisa, acredito apenas no equilíbrio. Gostaria de ver na próxima edição algo belo e feito com pouca verba ou um ambiente magnífico apenas com móveis das lojas de “faça você mesmo”... quem consegue? Isso também seria uma novidade. Mas já me contentaria apenas em ver banheiras (de tomar banho mesmo!) mais usáveis do que lindas.


A Casa Cor destaca as tendências que já estão no mercado e já foram anunciadas por aí, como os tons nude, beige e areia. A laca linda, mas cansativamente usada em dezenas de ambientes, foi nesses tons assim como as paredes. Eu, pessoalmente, toda vida adorei essas cores, mas creio que quando se está expondo numa mostra deste tamanho o ideal seria se destacar fazendo algo diferente do que todo mundo já faz. Ou não?


Foi o que fez João Armentano. Pelo visto até ele se cansou da mesmice e resolveu fazer num “porão” (segundo a mídia o menor ambiente da Casa neste ano, com 28m2, à escolha do próprio arquiteto) a toca de um rato e claro que não é qualquer rato, é um Mickey Mouse antenado em design e com essa idéia fez tudo em escala reduzida. A diferença começa pelo vão da porta que temos que passar para entrar, reduzida à metade por uma espécie de tela. Os mini ambientes são reproduções da modinha Casa Cor. É quase uma instalação.

Fora isso... hum... bom... fora isso vá de preferência no fim do dia pra curtir também a iluminação quando anoitecer, preste bastante atenção no labirinto para não passar batido por algum ambiente porque a sinalização é péssima ou estude o mapa que vai receber na entrada, que a propósito começa com a Casa do final e termina na Casa que você vai entrar (a não ser que você seja japonês e leia tudo da direita pra esquerda), mas só percebi isso quando cheguei aqui na minha Casa. Tarde demais.

Por Ana Paula Bertarelli